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17/11/2006 10:02
"...eu prefiro ser essa metamorfose ambulante... do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."
Pois é, nem sempre é bom que tenhamos o mesmo pensamento sempre, porém, quebrar regras e paradigmas a todo instante nos joga numa inconstância que pode fazer muito mal à sobrevivência no mundo.
Independente de concordar com certos preceitos, acredito que precisamos nos manter bem no local em que vivemos e com as pessoas com as quais vivemos. Não, não temos que nos importar com o que elas pensam, mas precisamos sim prezar pela harmonia e pela boa conduta em grupo. Respeitar o próximo (por mais longe que ele esteja) é o princípio básico de tudo isso.
Porém (e aqui cabem muitos poréns), muitas vezes somos convencidos por uma demandada de "pensadores", "filósofos" contemporâneos que dizem que tudo é possível a partir do momento que se quer, que nada é proibido a partir do momento que se faça com amor e paixão e que todas as conseqüências são válidas, por pior que sejam. E alguns mais petulantes dizem que "o silêncio na mente impede conceitos antigos de nos causarem a dor do arrependimento e o sentimento do errado".
Mas, pensando muito bem nisso, nesse ponto da "filosofia", vemos que ela passou a ser totalmente vã, imbecil e inadmissível. Sem exageros, passou-se a admitir qualquer coisa e todos os limites e padrões já estabelecidos são ignorados. E como se vive sem padrões, sem regras? Quem consegue? Ninguém, pois, num determinado momento, depois de muito se cultivar certas posturas, elas se tornam uma regra.
O ser humano também precisa disso: de regras, de uma linha de conduta. E eu, hoje pela manhã, escolhi a minha. Aliás, venho nessa jornada de escolhas há um bom tempo, mas ainda estava em dúvida. Não interessa se essa escolha me fará mais ou menos humana, se ela durará enquanto eu viver ou se o mundo se importa com isso. Quero estar de bem comigo, pois sou eu quem carrego minhas dores, minhas alegrias, minhas angústias e o pior: só eu sofro meu silêncio.
Portanto, se sou eu quem tem que carregar o meu fardo, eu escolherei qual será ele. Pois escolhi. Não quero carrega açúcar por ser ele doce, para pensar que será uma carga boa de levar; não quero viver a vida do modo mais fácil, mas quero aprender com ela. Carregarei o sal porque me fará aprender a essência de tudo.
Que essência tem o sal? Bem, se para você não há nenhuma, é porque já perdeste o dom de enxergar a beleza das coisas mais comuns. E quanto a isso, meu amigo, eu só tenho a dizer "sinto muito".
enviada por Bamblerose Baggins
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